Diploma de Jornalista - Marisa propõe movimento das universidades a favor da PEC e contradecisão do STF
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Diploma de Jornalista
Exigência do Diploma para Jornalista O comprometimento do Supremo Tribunal Federal (STF) na decisão pelo fim da exigência do diploma de Jornalista para o exercício da profissão foi ressaltado pela deputada Marisa Formolo (PT) , na manhã de terça-feira, 22 de setembro , na audiência pública da Comissão de Educação da Assembléia. Durante o debate realizado no auditório da Famecos - PUC/RS , a parlamentar propôs que as universidades façam um movimento em prol da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do deputado Paulo Pimenta , defendendo o diploma e que se posicionem contra a polêmica decisão tomada pela suprema corte no dia 17 de junho. "Foi uma decisão que atendeu a interesses políticos e ideológicos" , reafirmou Marisa , para quem a mobilização é condição para reverter a situação. Marisa também adiantou ser favorável ao projeto que determina a exigência do diploma de jornalistas para os profissionais que atuam nos poderes Executivo , Legislativo e Judiciário do Rio Grande do Sul. Na quarta-feira (23) , ocorrem novas manifestações no país em defesa do diploma. Em Porto Alegre , o ato promovido pelo Núcleo de Estudantes de Jornalismo do Sindicato dos Jornalistas inicia às 12h , na Esquina Democrática. Atualmente , a PEC tramita na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara , tendo como relator o deputado Maurício Rands (PT-PE). Pimenta estima que a votação ocorra até o final do ano. A cada semestre , 300 novos profissionais gaúchos são formados pelas 18 faculdades de jornalismo. "Os cursos são o caminho para termos profissionais éticos e com qualidade" , frisou o presidente do Sindicato , José Nunes. O Sindicato e a Federação dos Jornalistas já promoveram reuniões e ações em defesa do diploma em Santa Cruz do Sul , Santa Maria , Cruz Alta e Frederico Westphalen. Também estão previstas outras manifestações de estudantes , professores e profissionais. Regulamentada em 1969 , a profissão de Jornalista sofreu um revés em 1998 quando o Ministério do Trabalho constatou a existência de exercício ilegal do jornalismo no Jornal Folha de São Paulo e aplicou uma multa ao periódico. A partir desse episódio , donos de jornais , de emissoras de rádios e de televisões começaram a questionar a necessidade do diploma para exercer o jornalismo. O foco do debate é o artigo 220 da Constituição Federal , que trata da liberdade de expressão e que foi garantido na Carta Magna de 1988 com o propósito de banir a censura no Brasil utilizada à época da ditadura militar. "Não dá para confundir liberdade de expressão com liberdade para o exercício da atividade" , diferenciou o deputado Pimenta. Em 2001 , a profissão enfrentou mais um golpe em função da decisão de uma juíza de São Paulo que se manifestou pelo fim do diploma , obtendo ganho em primeira instância. Aproveitando a brecha , um analfabeto de São Paulo e uma faxineira de Minas Gerais conseguiram o diploma de Jornalista. Contra o diploma , as empresas recorreram ao STF. "Ao acabar com a única profissão que tem a prerrogativa constitucional de alegar sigilo da fonte , qualquer cidadão pode requerer esse sigilo. Há informações de que isso já esteja ocorrendo no Rio de Janeiro" , alertou Pimenta , ao salientar que esse é um dos tantos riscos que a sociedade corre em função da desastrada decisão do STF. Por Stella Máris Valenzuela - 4983 |
| 22/09/2009 |
PESQUISA GAZETA
Você é contra ou a favor do projeto de Lei que tramita no Congresso e que reduz a pena de qualquer tipo de preso (mesmo os mais perigosos) que estudar.
Palmada que educa pode!
Pesquisa realizada pelo site GAZETA revela que a grande maioria dos brasileiros acredita que uma palmada corretiva ou disciplinar pode ser aplicada às crianças. 83,9 por cento dos internautas que participaram da pesquisa espontânea responderam SIM. Ou seja, uma palmada leve pode ser aplicada à criança na educação disciplinar. 16,1 por cento disseram NÃO! Palmada é agressão física e não de ser aplicada de forma alguma.
O presidente Lula sancionou em julho uma Lei que proíbe a palmada na criança e considera um ato de agressão física. Jornais do Centro do Brasil como a Folha de São Paulo também fizeram a mesma pesquisa e o resultado foi semelhante ao do site da GAZETA. Segundo pesquisa da DataFolha, 91 por cento dos pais ou responsáveis acreditam que uma palmada corretiva ou educativa não faz mal.





